Versos, Vozes

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VERSOS, VOZES é um encontro de poesia contemporânea organizado mensalmente pelos poetas Tarso de Melo e Heitor Ferraz Mello na simpática Setzer, loja de discos e livros que fica na Galeria Metrópole, no centro de São Paulo.

Participarei da próxima edição, no sábado (dia 29/04, das 11h às 13h), conversando com os poetas Renan Nuernberger e Dalila Teles Veras.

Vamos?

 

Lançamento de “Daqui”, 16/02

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É com muita alegria que convido para o lançamento do meu livro de poemas Daqui, que acontecerá no dia 16/02 no Patuscada, a partir das 19h.

Publicado pela Editora Patuá, o livro ganhou Bolsa de Criação Literária do ProAC em 2015 e tem arte de capa e diagramação lindas do Leonardo Mathias.

Aqui um trecho do texto de apresentação da Carla Kinzo:

 

“O poema ‘O espaço e o tempo’ diz: é deste tempo que falo / é daqui deste lugar / preso / que as horas passam. Pelo livro, passamos por elas, as horas, ou isso que chamamos hora, memória, tempo. Lilian, em seu segundo livro, olha para o que tentamos nomear quando o tempo nos encara – e que nos escapa, vertiginosamente. Por não ter medo desse desassossego, sua palavra se assenta no vazio, já que não ignora, quando diz que o que se torna ideia é menos a coisa existente, do que sua não existência.”

 

Se você não puder comparecer ao lançamento (que pena!) e quiser comprar o livro, isso pode ser feito pelo site da editora:

COMPRE O DAQUI AQUI

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Saíram poemas meus na Mallarmargens, revista de poesia e arte contemporânea.

Os quatro primeiros poemas fazem parte do meu novo livro, o Daqui, que terá lançamento em fevereiro, e os dois últimos fazem parte do Pequenos afazeres domésticos, livro de estreia.

Veja aqui: 6 Poemas de Lilian Aquino

 

 

 

Daqui

Desde o início deste ano estive me dedicando ao projeto do meu segundo livro de poemas, Daqui, que foi contemplado com uma bolsa de incentivo à criação literária do ProAC (Programa de Ação Cultural, Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo) no final de 2015.

Nesse novo projeto, busquei dar continuidade à minha pesquisa estética iniciada com meu primeiro livro, Pequenos afazeres domésticos (2011), em que o espaço poético é o fio condutor da obra e os cenários do cotidiano do indivíduo urbano (e, por que não dizer, paulistano) trabalham simbolicamente no universo dessa poética buscada. No caso de Daqui, no entanto, importa mais o lugar do “aqui” de onde fala o enunciador, ou seja, o seu tempo presente, as suas observações do mundo que o cerca, sua relação com o entorno, o agora.

Então, o lugar de onde fala esse sujeito foi constantemente investigado durante a escritura dos poemas, que se compuseram em múltiplas vozes saltadas das relações estabelecidas com a sociedade e dos desejos que o movem – um sujeito que se coloca tanto para fora quanto para dentro de si, que ora está na rua, vivenciando a cidade e os contatos humanos; e ora está no porão de sua casa, fechado em si mesmo, mergulhado no inconsciente – o não deixa de ser também uma resposta ao seu tempo.

E para dar conta dessas questões provocadas por um mundo ao mesmo tempo metódico e caótico, o livro foi dividido em duas partes que dialogam entre si e se complementam. A primeira (“Dentro”) tem como mote a “razão” e a segunda (“Fora”),  a “loucura”. A pesquisa e a criação dos poemas do livro se orientaram por essa dicotomia, presente como forma e conteúdo.

O percurso até aqui foi, como o próprio ritmo do livro, cheio de altos e baixos. O desafio de que os poemas conversassem entre si e que as partes fossem ao mesmo tempo interligadas e também “fissuradas” foi grande. Mas chegar a esse produto final (com várias reescrituras, reorganizações e até cortes finais) me deu grande satisfação. Bom, é difícil pôr um ponto final em uma obra, mas declaro a minha pontuada daqui em diante.

Ah, o livro será publicado em breve pela Editora Patuá. Avisarei aqui quando sair, claro.

 

                                                                                  

                                                                                               Realização:

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Tá vendo essa linha no chão? Você, sob nenhuma hipótese, pode sair dela. Nunca. Ande olhando pra baixo para não a perder de vista e pise bem rente a ela, ok? Se alguma vez você se desequilibrar e sair do lugar, tudo, ouviu bem, tudo vai desmoronar ao seu redor. Bom, fofinha, agora pode ir brincar.

A adulta que sou veio da criança apavorada com os limites da linha, preocupada com o equilíbrio dos passos e com a ausência de ruído. Romper com essa ordem, rompi. Mas, você sabe, houve desmoronamentos. Ah, mas siga empoeirada, pero sem perder a doçura, me disse a mim. Sem perder as estribeiras, a compostura. Aliás, não posso perder nada, nem perder-me. Tudo bem, e dou um sorriso. Mas você, claro, também sabe que agora, bem agora, eu vou perder pontos. Já perdi a fala tantas vezes. Mas isso é só punição por, antes, ter me deixado punir. Culpa? Sim, é minha, desculpe se deixei cair.

GOLPE: antologia-manifesto [download]

GOLPE: antologia-manifesto

120 artistas reunidos num uníssono #foratemer

 

Escritores, dramaturgos, cineastas, atores, cartunistas e músicos cederam e produziram obras para a antologia GOLPE: antologia-manifesto. A decisão de organizar a coletânea partiu dos poetas Ana Rüsche, Carla Kinzo, Lilian Aquino e Stefanni Marion, provocados pela atual circunstância política brasileira e ouvindo a insatisfação de amigos escritores e artistas. Esse manifesto foi idealizado em formato eletrônico com free download, para uma difusão democrática e um maior alcance de pessoas dos mais diferentes lugares do país.

Certos de que a arte é uma das mais intensas formas de resistência, os poetas reuniram nesta coletânea os simultâneos murmúrios descontentes, que agora ganham projeção e força e se transmutam num grito de repúdio ao governo interino em exercício. Os textos foram escritos, em sua maioria, especialmente para a antologia: são um manifesto contra o golpe.

Com prefácio de Marcia Tiburi, a antologia-manifesto dá voz à rua e para além da rua, já que extrapola fronteiras e une, com um único objetivo, textos de artistas que, mesmo com posições políticas diversas, são desfavoráveis ao atual cenário e lutam pela democracia. Não se trata, pois, de um manifesto a favor de um partido ou governo específico, mas em defesa da nossa tão jovem e já ameaçada democracia. É afrontamento da arte que, nas palavras de Tiburi, tem “a poesia [como] o fora do texto para onde o texto olha a abrir com as armas perigosas da palavra a passagem para a vida revolucionária”.

FAÇA DOWNLOAD AQUI:

.PDF      .MOBI       .EPUB

 

Artistas participantes:

adriano de almeida | ale safra | alessa menezes | alessandra e verônica cestac | alexandre willer melo | alfredo fressia | ana elisa ribeiro | ana estaregui | ana rüsche | andré dahmer | andré vallias | andréa catrópa | andrea del fuego | anita deak | annita costa malufe | beatriz seigner | bruna beber | bruno zeni | caco ishak | caco pontes | caetano gotardo | caetano grippo | carla kinzo | carol rodrigues | charles marlon | claudinei vieira | claudio daniel | dan nakagawa | daniel minchoni | denise bottmann | denise sintani | diana de hollanda | diego carvalho sá | diego vinhas | dirceu villa | donny correia | edson cruz | edson valente | eduardo lacerda | ellen maria | elvira vigna | eric novello | fabiana faleiros | flávio caamana | francesca cricelli | frederico barbosa | gabriela amaral almeida | gregório duvivier | gustavo nagib | heitor ferraz | helena ignez | isabela noronha | jéssica balbino | joão gomes | joão paulo cuenca | jr. bellé | julián fuks | juliana calderón | juliana cordaro | karine kelly pereira | laerte | leonardo costa | leonardo mathias | letícia novaes | lilian aquino | lineker | luana vignon | lubi prates | luiz ruffato | luiza romão | maeve jinkings | maiara gouveia | maíra mendes galvão | manoel herzog | manoel quitério | manu maltez | marcelino freire | marcelo ariel | márcia denser | marcia tiburi | marcílio godoi | marco dutra | marcos gomes | marcos siscar | maria clara escobar | maria giulia pinheiro | mariano marovatto  | mei oliveira | mel duarte | michele santos | micheliny verunschk | nicolas behr | noemi jaffe  | odyr | pádua fernandes | paula fábrio | paulo ferraz | pedro tierra | pedro tostes | priscila gontijo | rafael rocha daud | regina azevedo | renan nuernberger | renan quinalha | reynaldo damazio | ricardo escudeiro | ricardo lisias | ronaldo bressane | sheyla smanioto | shiko | stefanni marion | tarso de melo | tatá aeroplano | tatiana salem levy | thelma guedes | thiago mattos | tony monti | tula pilar | vanderley mendonça | veronica stigger

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Créditos:

Organização e edição: Ana Rüsche, Carla Kinzo, Lilian Aquino, Stefanni Marion
Prefácio: Marcia Tiburi
Capa: Rodrigo Sommer
Projeto gráfico e diagramação: Bloco Gráfico – Gabriela Castro, Gustavo marchetto e Paulo André Chagas
E-pub: Bruno Palma e Silva
Revisão: Ligia Ulian, Lilian Aquino e Mei Oliveira

muitas vezes eu não calculo direito o tamanho de uma frase solta e, paft, topo com a canela bem no meio dela. preciso aprender a erguer mais o pé ou passar ao lado com jeitinho, sem tropeçar tanto, sem depois ficar catando cavaco. é muito hematoma.