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Eu te consagro um amor simples. Uma ou duas garrafas de vinho branco eu bebo em poucas horas, não tenho motivo pra esquecer. É impermanente essa mágoa por não ter tido a oportunidade de ser salva. Você, incauto e jovem, fica sempre a margear a fonte onde os passantes jogam desejos na água turva. A razão é sua: minha dedicação é funesta e interessada, quero que você acenda lareiras e me calce, estou cambaleando. (Meu fôlego é longo, não é de superfície). Me desespero nessa ansiedade de te encontrar lá dentro, bem lá embaixo.

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colher hortaliças, fazer farinha
: coça a cabeça
manuseia como pode os dias em silêncio – tem a ousadia de noventa e quatro anos
contados em nove dedos, um perdido na lida. os outros ganhados à unha.