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Eu te consagro um amor simples. Uma ou duas garrafas de vinho branco eu bebo em poucas horas, não tenho motivo pra esquecer. É impermanente essa mágoa por não ter tido a oportunidade de ser salva. Você, incauto e jovem, fica sempre a margear a fonte onde os passantes jogam desejos na água turva. A razão é sua: minha dedicação é funesta e interessada, quero que você acenda lareiras e me calce, estou cambaleando. (Meu fôlego é longo, não é de superfície). Me desespero nessa ansiedade de te encontrar lá dentro, bem lá embaixo.

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2 comentários em “.

  1. Lilian Aquino disse:

    Daud, querido. Sinceramente, a sorte é toda minha por poder trocar com amigos e escritores tão talentosos como você. E ouvir um elogio seu me dá muita alegria!

  2. Rafael Daud disse:

    Esse blog ainda vai virar um livro de poemas…
    Aliás talvez ele já seja isso, só que melhor.
    Somos uns sortudos, Lilian Aquino!

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