Nesses tempos

 

 

Meu bem,
os tempos são outros
nossas roupas
rotas
estão penduradas
na cadeira
O amor
passeia ombro a
ombro
trança
artesanalmente
uma palavra
depois outra

É novo o tempo
apague, esqueço,
as rasuras bem ali
aos meus pés
É hoje:
abandone-se

No caminho
isso tudo
ultrapassa
o tempo
o momento certo
indefinido
do afeto.

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11 comentários em “Nesses tempos

  1. João Gomes disse:

    que lindo poema. descobri seu perfil no face e gostei do titulo do blog. vou ficar acompanhando sempre. abraços.

  2. Cel disse:

    estou indo atrás do super nada. hoje conectei-me a casa que nem gente à internet. delícia sacar a sala repleta dos pés – nós te vamos encontrando os rastros. belo desenho – fez-me lembrar sobre algo que escrevi a respeito do Outro Dia, do Edu: “entre eco e espaço, entre a ironia e a confissão do que pés rastreiam lentos, íntegros & suspeitos: o presságio ambíguo do afeto.”
    beijo

    • Lilian Aquino disse:

      adorei isso de “presságio ambíguo do afeto”, Cel!
      e é sempre um prazer recebê-lo nesta sala… tem pés que a gente sempre quer por perto.

  3. Anônimo disse:

    <3

  4. Anônimo disse:

    muito bonito, Lili!

  5. Lindo lindo. Bjão pra você!

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