muitas vezes eu não calculo direito o tamanho de uma frase solta e, paft, topo com a canela bem no meio dela. preciso aprender a erguer mais o pé ou passar ao lado com jeitinho, sem tropeçar tanto, sem depois ficar catando cavaco. é muito hematoma.

Desamélia

Amigxs,

acontece neste domingo próximo (14/06) mais uma edição do Desamélia, que agora abre espaço para que mulheres escritoras e estudiosas da literatura falem sobre literatura e gênero.

Estarei presente na festa e participarei como convidada do bate-papo LITERATURA É COISA DE MULHER (às 17h30), na companhia das excelentes escritoras Ana Rüsche, Clara Averbuck, Jeanne Callegari e Ianá Souza.

LOCAL:
Las Magrelas
Rua Mourato Coelho, 1344, Pinheiros.

.

desamélia

Confira a programação completa e os horários a seguir:

NESSA EDIÇÃO:

15h :: Exibição do filme POESIA
(imdb.com/title/tt1287878/)

17h30 :: Debate-papo
LITERATURA É COISA DE MULHER
Mediação: Desamélia
Debatedoras: Ana Rüsche, Lilian Aquino, Jeanne Callegari, Clara Averbuck, Ianá Souza

Feirinha :: Durante todo o evento, diversas expositoras. Mais informações abaixo.

Microfone aberto :: Venha ler seu texto!

Exposição :: textos impressos de autoras diversas

19h30 :: FESTAAAAA!

DJs Desamélia + Clara Averbuck + BrisaFlow

Desamélia – mulheres fortalecendo mulheres – é um festival aberto, gratuito e colaborativo, programado para acontecer no segundo domingo de todo mês.

aonde

isto não tem vontade de ser literatura. isto quer ser apenas uma palavra puxando a outra.  eu sigo este trem de dentro do último vagão. sigo a sina de ser também de ferro e ser também fumaça. claro, como tantas outras mulheres, sou maria. densa e leve. acuada e atrevida sobre trilhos. meu nome já me alerta sobre ser todos os pontos de uma curva ao mesmo tempo, ser “lilian” e ser “abigail”, tão opostas, tão maria. onde estou com a cabeça? com as pernas? e os olhos, então? onde. aonde – me movimento colina acima, coluna torta. não escondo nada embaixo do chapéu. aqui nestas palavras, neste vago espaço de trem, sou quem prefere o ‘aonde’ ao verbo que o segue.

Um ou mais tempos

 

O teu rosto
agridoce
é jardim-de-inverno
no meu apartamento
é bala de canela

Na varanda
enquanto fuma
cigarros de cravo
está em pé
e cultiva cravos brancos
nas pontas dos dedos

– para aliviar o hálito
desfolha o plástico
da bala
a bochecha infla
com a esfera vermelha –

O teu rosto
jardineiro
madressilva-cacto
é onde passeio em dias
de sol

sarau para abrir os trabalhos do ano!

Amigxs queridxs,

na sexta-feira próxima (dia 16, às 20h) participarei de um lindo sarau (o “Todo Começo é Involuntário”), organizado pelo Hussardos Clube Literário, agora em parceria com a Revista Parênteses (em que tive o prazer de ser publicada).
Estou nas excelentes companhias de Ana Kehl de Moraes, Felipe Nepomuceno, Lubi Prates, Nathalie Lourenço, Raimundo Neto e Victor Heringer.

Venham, vai ser bem especial!

sar